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quarta-feira, 22 de abril de 2009



Pseudo Amor!

Já passei pela encruzilhada
do vazio ao altar.
A solidão é desprezível
quando não se quer amar.

Lanço ao mar o descontento
da repulsa de meu pseudo amor,
pois nem sempre é sofrimento
há horas que vem-me o lamento
do meu SIM perante o Senhor.

Se na risada as vezes caio
é que as vezes me destraio
e maqueio a solidão,
pois nem sempre é o solitário
só aquele que no calvário
não tem quem lhe estenda a mão

Arlequim da minha vida, triste e incolor,
canta-me tua lira, pois quem sabe no louvor
tem mais brilho que a minha
que só goza de uma cor.

Eu sou um rei sem trono
que no reino não mando nada,
minha côrte é o devaneio
como miragem na estrada!

Bela Helena na janela
procurando um amor,
mas tola fostes ela
que na beira da janela
enganastes o coração procurando
um tampão que cegasse a solidão.

Tola era ela, Dona Helena na janela!


Israel Cintra

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