Pseudo Amor!
Já passei pela encruzilhada
do vazio ao altar.
A solidão é desprezível
quando não se quer amar.
Lanço ao mar o descontento
da repulsa de meu pseudo amor,
pois nem sempre é sofrimento
há horas que vem-me o lamento
do meu SIM perante o Senhor.
Se na risada as vezes caio
é que as vezes me destraio
e maqueio a solidão,
pois nem sempre é o solitário
só aquele que no calvário
não tem quem lhe estenda a mão
Arlequim da minha vida, triste e incolor,
canta-me tua lira, pois quem sabe no louvor
tem mais brilho que a minha
que só goza de uma cor.
Eu sou um rei sem trono
que no reino não mando nada,
minha côrte é o devaneio
como miragem na estrada!
Bela Helena na janela
procurando um amor,
mas tola fostes ela
que na beira da janela
enganastes o coração procurando
um tampão que cegasse a solidão.
Tola era ela, Dona Helena na janela!
Já passei pela encruzilhada
do vazio ao altar.
A solidão é desprezível
quando não se quer amar.
Lanço ao mar o descontento
da repulsa de meu pseudo amor,
pois nem sempre é sofrimento
há horas que vem-me o lamento
do meu SIM perante o Senhor.
Se na risada as vezes caio
é que as vezes me destraio
e maqueio a solidão,
pois nem sempre é o solitário
só aquele que no calvário
não tem quem lhe estenda a mão
Arlequim da minha vida, triste e incolor,
canta-me tua lira, pois quem sabe no louvor
tem mais brilho que a minha
que só goza de uma cor.
Eu sou um rei sem trono
que no reino não mando nada,
minha côrte é o devaneio
como miragem na estrada!
Bela Helena na janela
procurando um amor,
mas tola fostes ela
que na beira da janela
enganastes o coração procurando
um tampão que cegasse a solidão.
Tola era ela, Dona Helena na janela!
Israel Cintra


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